NOSSA HISTÓRIA

HISTÓRICO DO TRABALHO BATISTA EM PETRÓPOLIS

 Por volta de 1914 vieram residir em Petrópolis três famílias batistas, que logo se dispuseram a pregar o Evangelho. Embora cooperassem com a Igreja Metodista, realizavam também, uma vez por mês um culto na casa de uma das famílias, dirigido por seminaristas vindos do Rio de Janeiro. Costumavam também realizar o culto doméstico diário para o qual convidavam os vizinhos, além do que, noutros dias favoráveis realizavam cultos de evangelização.

As três famílias eram: 1) Dr. Joaquim Nogueira Paranaguá, médico ilustre, que foi deputado federal e senador pelo estado do Piauí e, por duas vezes consecutivas presidente da Convenção Batista Brasileira, em 1910 e 1911; 2) Dr. Antônio Vieira da Fonseca, cirurgião dentista, e mais duas senhoras de sua família; 3) Srª. Maria Magdalena Sampaio, proprietária de uma antiga pensão na Rua Floriano Peixoto, Petrópolis/RJ.

Foi, porém, curta a permanência daqueles irmãos na cidade, extinguindo-se, assim, o trabalho, no ano de 1920, mais tarde seria reiniciado sobre bases bem mais sólidas.

Todavia, diga-se de passagem, dois frutos permaneceram daquela obra incipiente: as prezadas irmãs Srª Ernestina Francioni de Abreu e sua irmã Srª. Haydée.

REINÍCIO DO TRABALHO E ORGANIZAÇÃO DA IGREJA

 Alguns anos se passaram, e aqui veio residir o casal Alberto Rodrigues de Oliveira e sua esposa Srª Júlia Blanco de Oliveira, membros da PIB do Rio de Janeiro. Em 1923, veio para Petrópolis o Dr. Deoclécio Teixeira de Abreu, cirurgião dentista que, sendo membro da mesma Igreja e amigo do casal acima referido, oferecia a oportunidade de se fundar na cidade das hortências um ponto de pregação batista.

Aliás, outra não era a aspiração do casal que logo ofereceu uma sala de sua residência, na Rua Paulo Barbosa nº 46, para esse fim.

O dentista era ardoroso pregador leigo, além do que, não perdia oportunidades no trabalho de evangelização pessoal. Dizem os que o conheceram, que todo o cliente que entrasse em seu consultório dentário, tinha de ouvir algo a respeito do Evangelho.

O primeiro culto, nesse ponto de pregação, aconteceu em 10 de fevereiro de 1924, às 18:00h de um domingo, sendo pregador o Dr. Deoclécio Teixeira de Abreu. Assim, ficou definitivamente organizado o trabalho aos domingos, e também às quintas-feiras às 19:00h.

Desejando, porém, aqueles irmãos dar mais expansão à obra, consultaram o Dr. A. B. Christie (Alonzo Bee Christie), então missionário do Campo Fluminense, que os aconselhou, a todos os que então congregavam, (que à essa altura haviam um pouco mais de 10 pessoas), a solicitarem suas cartas de transferência para a Igreja de Três Rios, que, sendo a mais próxima, pertencia ao Estado do Rio. Além do que, poder-se-ia, neste caso, organizar uma congregação  financeiramente autônoma e que poderia ser auxiliada pela Convenção Batista Fluminense, com a vinda de um seminarista para dirigir os trabalhos.

Nesta expectativa foi alugada uma casa, na Rua Dr. Sá Earp, de propriedade do Sr. Anísio Guerra, onde se localizava a fábrica de Doces Guerra. As salas da frente eram usadas pela Congregação, e os cômodos restantes, pela família de Francisco Francioni, cuja esposa fazia parte do núcleo batista.

Um ano depois, visando um maior progresso do trabalho, mudou-se a congregação para uma loja de duas portas, na Rua 13 de maio. Houve, na época, uma série de conferências dirigida pelo Pastor Fidelis Morales Bittencourt, com grande aceitação.

Por esse tempo, veio residir na cidade das flores, a família Christie, dando novo impulso à obra.

Pouco tempo depois, no desejo de ver progredir o trabalho, transfere a congregação sua sede para a Rua Paulo Barbosa, nº 344. Na frente, preparou-se um salão de cultos, sendo que no restante da casa passaram a residir duas famílias: Sr. Alberto Rodrigues de Oliveira e o Dr. Deoclésio Teixeira de Abreu.

Nessa ocasião e local, a 22 de agosto de 1926, foi organizada a Primeira Igreja Batista de Petrópolis, com 23 membros, sendo eleito pastor o Dr. A. B. Christie (Alonzo Bee Christie).